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Noventa e Três (para Colönia)
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30x1.2

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1606 T-BP Video Program
1605 Cage 116
1603 Transcendence 115
1504 Alteration 109
1411 Fórum do Futuro
1110 Transition 89
1006 Machination 84
0808 Construction 76
0805 Offf
0804 EMAF
0709 Ars Electronica
0705 Barcelos
0611 Study 40
0610 EME
0606 SonicScope
0510 int.16/45//son01/30x1
0509 EME
0404 v3
0301 hardVideo

photos:

1606 Press photos
1605 SMUP
1512 La Escucha Errante
1511 Intermediale Festival
1410 Semibreve
1003 Press photos
0911 Press photos
0910 Perugia
0906 Sonica:Post
0804 EMAF
0803 Template
0803 Netwerk
0802 Press photos
0712 Natal dos Experimentais
0709 Ars Electronica
0709 Ars Electronica
0709 Beck's Fusion Pod
0709 Beck's Fusion
0705 Barcelos
0703 Pixelache
0702 CdM
0611 Algo-Ritmos
0609 PTM#2
0601 Netmage 6
0512 Madeira DIG
0511 Imagens Projectadas
0509 Stephan Mathieu + Naja Orchestra
0503 Zemos98_7
0505 Hip Chips @ U.Católica
0505 Hip Chips @ ZDB
0504 deTour
0502 Penthouse
0412 Metro
0411 Tel Aviv
0410 + Pure, Vitor Joaquim
0407 FICMVC
0407 + Joe Giardullo, VJ
0404 v3 comp
0404 v3 live
0311 Atlantic Waves
0310 + forçasamadas
0302 Sonic Light
0111 Número Festival
0110 Frágil
0010 Co-Lab
0006 Serralves
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30x1.0 / txt /

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30x1 is an audiovisual composition, a mutant and evolutional piece, developed for a space where images and sounds are distributed and mechanically articulated. All the composition is created using synchretic audiovisual pairs, juxtaposing audio and visual objects with diverse origins but a common integration.

Multiple audiovisual pieces with the fixed duration of one minute are distributed in 5 series over a total of 15 screens, confronting each other and the whole of the composition. Each series is visually affixed to the various spaces where it is projected, well defined areas inside the gallery, supports from where light emanates or from where it is reflected, but each series is developed visually and audibly throughout the entire space of the gallery because if often the spectator's field of vision embraces more than one screen, the sound - always radiating - scatters through all the surrounding area of each screen.

Although the installation is composed by pre-determined, pre-recorded pieces, the sequence of the composition is both structurally and rhythmically open: the order in which the pieces of each series are presented and the final composition that outcomes from that audiovisual flow are indeterminate, defined at each moment by the randomization in the DVD players and by the secondary influence that the mechanical characteristics of each player will have on the pauses between tracks and on the subsequent shift in the synchrony between the reproduction of the different series. Each of the series is gathered in a separate DVD disc and the collection of tracks is played back randomly. There is no programmed control of the randomization and therefore each piece can be reproduced sequentially not regarding whereas the entire series is completed. Two alternative visual pieces were composed for each of the sound pieces, thus slightly reducing the probability of consecutively reproducing the exact same audiovisual pair, but never really eliminating this possibility. It is actually desirable that such events can happen in a project of this nature.

Both the repetition and the loop are elements that are read differently in the visual or in the audible domains and, as the structure of this piece is built upon the (non linear) repetition of elements, producing multiple videos for each audio piece allows us to increase the complexity of the possible visual sequences - once that it is in the domain of the visual where we are more sensitive to the loop.

Even if the number of pieces in each series would be significantly lower - and the original plans envisaged roughly half of the total number of pieces that were actually produced - the outcome of the randomization is not, per se, the composition. As this is distributed through a complex space, subdivided in different rooms, the path of the visitor trough that space is, in itself, a fundamental compositional factor, therefore, also determinant to the shaping of the piece is read is the reader herself, the visitor strolling through the gallery.

When experiencing each of the pieces we propose a search for the synchronous moments, not always obvious or immediately understandable but always existent. The software programmed for the creation of the videos analysed every frame of the audio and interpolated for each video frame the maximum amplitude of the sound, using these values as the mathematical base of variation integrated in the system.

Naturally, the audio has a far greater spatial expansion, although it is as amplified as the video (or even significantly less in some cases). Its diffuse, one-dimensional and immaterial nature allows different sound sources to cross and mix to a level impossible to achieve with video. Therefore, the reading of each audiovisual piece (even if the spectator's field of vision is not reaching further than a single screen) is inevitably infected by the adjacent sounds that can never be heard on their own, whereas the visualization of individual video pieces is in fact possible. The multiple pieces have equally multiple minute variations in the algorithms used for their generation; the shared programmatic roots make them exhibit multiple audio-visual affinities, diversity traits that connect all the individual components of 30x1.

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30x1.0 / Esta é uma composição audiovisual, uma peça evolutiva e mutante, desenvolvida para um espaço onde se distribuem imagens e sons articulados mecanicamente. Toda a composição é criada usando pares audiovisuais sincréticos, justapondo objectos sonoros e visuais com origens distintas mas com uma integração comum.

Múltiplos blocos audiovisuais com a duração fixa de um minuto são distribuídos em 5 séries por um total de 15 ecrãs, confrontando-se entre si e com o todo da composição. Cada série fixa-se visualmente nos vários espaços onde é projectada, áreas bem delimitadas no interior da galeria, suportes de onde a luz emana ou onde esta é reflectida, mas desenvolve-se visual e auditivamente pela totalidade do espaço, pois se frequentemente o campo de visão do espectador abarca mais do que um ecrã, o som - sempre emitido - difunde-se por toda a área envolvente a cada ecrã.

Apesar de composta por blocos pré-determinados e pré-gravados, a sequência da composição é temporal e estruturalmente aberta: a sucessão em que os blocos de cada série são apresentados e a composição final resultante dessa articulação audiovisual são indeterminadas, sendo definidas a cada momento pela aleatorização nos leitores de DVD e pela influência secundária que as características mecânicas de cada reprodutor terão nos espaços de pausa entre as faixas e subsequentemente na flutuação da sincronia entre a reprodução de diferentes séries. Cada série é composta num DVD distinto e a sucessão das faixas reproduzidas é determinada aleatoriamente pelo reprodutor. Não tendo sido programado nenhum tipo de limitação quanto à sequência resultante, cada bloco poderá ser reproduzido sucessivamente sem que a totalidade da série o seja. Para cada bloco sonoro foram compostos dois blocos visuais alternativos, reduzindo assim ligeiramente a probabilidade de o mesmo par exacto de áudio e vídeo ser repetido sequencialmente, mas nunca eliminando totalmente a possibilidade de isso vir a acontecer. Pela natureza do projecto é aliás desejável que assim seja.

A repetição e o loop são elementos de natureza distinta no domínio das imagens e do som, e, como a estrutura desta peça assenta sobretudo na repetição (não linear) de elementos, produzir múltiplos vídeos para cada faixa áudio permite-nos aumentar a complexidade das possíveis sequências visuais - uma vez que é no domínio das imagens onde somos mais sensíveis ao loop.

Mesmo que o número de blocos em cada série fosse substancialmente menor - e o projecto contemplava inicialmente cerca de metade dos blocos actualmente usados - o resultado da aleatorização não é, por si só, a composição apresentada. Como esta se distribuí por um espaço complexo, subdividido em diversas salas, o percurso efectuado por esse espaço é, ele também, um elemento compositor determinante, logo, igualmente importante para a definição de cada experiência de leitura é o próprio leitor, o espectador que circula na visita ao espaço. Na leitura de cada bloco propomos uma pesquisa de momentos síncronos, nem sempre óbvios ou imediatamente discerníveis mas sempre existentes. O software programado para a criação dos vídeos analisa todas as frames de áudio e interpola para cada frame de vídeo a amplitude sonora máxima, usando posteriormente estes valores como a base matemática de variação integrada no sistema.

O áudio tem naturalmente uma muito maior expansão espacial, apesar de ser amplificado na mesma medida que o vídeo (ou até significativamente menos, em alguns casos). A sua natureza difusa, unidimensional e imaterial, permite que as diversas fontes se cruzem e se fundam a um nível impossível de atingir com o vídeo. Desta forma, a leitura de cada bloco audiovisual (mesmo que o campo visual do espectador não abranja mais do que um ecrã) é inevitavelmente contaminada pelos sons adjacentes, nunca sendo permitida a escuta dos blocos isolados, enquanto a visualização nesses termos é, de facto, possível. As diferentes peças apresentam diversas variações dos algoritmos com que foram geradas; as raízes programáticas comuns resultam em múltiplas afinidades audiovisuais, sinais de diversidade que relacionam todos os blocos em 30x1.